D. Afonso Henriques

D. Afonso Henriques, filho de Henrique de Borgonha e de Teresa de Aragão, nasceu entre fins de 1108 e os primeiros meses de 1109.

O seu local de nascimento não é certo, sendo que os historiadores dividem-se entre Guimarães, Viseu e Coimbra. Em 1185, D. Afonso Henriques faleceu em Coimbra.

Em 1146, ele casou com D. Mafalda, filha de Amadeu II, o conde de Moriana e Sabóia.

D. Afonso Henriques foi o 1º rei de Portugal, ficando conhecido como Afonso I, o Conquistador.

O seu reinado começou em 1139 e terminou em 1185, durando assim 46 anos.

D. Afonso Henriques O 1º Rei de Portugal

Após a morte de D. Henrique de Borgonha, a mãe de D. Afonso Henriques, D. Teresa, ficou à frente do Condado Portucalense, mas ela era facilmente influenciável, aproveitando-se disso a família Peres de Trava.

No entanto, debaixo da influência do arcebispo de Braga D. Paio, D. Afonso Henriques opunha-se à forma como a sua mãe governava o Condado Portucalense.

Assim, ele armou-se cavaleiro por suas próprias mãos, no dia de Pentecostes de 1122, na catedral de Zamora.

Em setembro de 1127, o rei de Leão D. Afonso VII invadiu Portugal, cercando o castelo de Guimarães onde se encontrava D. Afonso Henriques.

D. Afonso Henriques (Autor: Marco Aldeia)

Foi aí que D. Afonso Henriques reafirmou a sua lealdade ao rei de Leão e conseguiu, não só fazer com que D. Afonso VII levantasse o cerco, como também que ele se tornasse seu aliado na luta contra D. Teresa.

Foi assim que, a 24 de Junho de 1128, próximo de Guimarães, as forças de D. Afonso Henriques defrontaram as forças de D. Teresa e levaram-nas de vencida na famosa batalha de São Mamede.

A partir daí, D. Afonso Henriques tomou os comandos do Condado Portucalense.

D. Afonso Henriques aliou-se sucessivamente a D. Afonso VII para reconquistar as terras mais a sul, com o objetivo de expulsar os muçulmanos. Estas conquistas e reconquistas de D. Afonso Henriques levaram-no até Leiria onde fundou o Castelo de Leiria.

Mais tarde, os muçulmanos ainda reconquistaram Leiria, mas com o apoio do rei de Leão, D. Afonso Henriques venceu novamente os muçulmanos na batalha de Ourique, sendo que, a partir desse momento ele passou a intitular-se como rei de Portugal.

D. Afonso Henriques à Procura do Reconhecimento

Depois de se intitular rei, D. Afonso Henriques iniciou uma nova fase política em que pretendia a sua aproximação à Santa Sé, declarando-se seu vassalo em 1143. No entanto, o papa não o reconheceu imediatamente como rei, limitando-se a tratá-lo por Dux (Duque).

Quem não gostou desta posição de D. Afonso Henriques foi D. Afonso VII, rei de Leão, que se negou a reconhecer-lhe o título de rei.

Perante estas posições, D. Afonso Henriques decidiu retomar a sua política de conquistas, tomando de assalto Santarém, em Março de 1147, e Lisboa, em Outubro desse mesmo ano. Para isso, D. Afonso Henriques aproveitou-se da passagem dos cruzados que se encontravam de passagem pelo litoral português.

Após estas conquistas, D. Afonso Henriques abrandou as suas atividades militares, optando por povoar e organizar os territórios conquistados e aumentar a política de autonomia da Igreja portuguesa junto do Papa, tendo como principal obreiro desta política o arcebispo de Braga, D. João Peculiar.

Quando Afonso VII morreu, os seus dois filhos decidiram lutar contra D. Afonso Henriques. No entanto, D. Sancho morreu, de modo que o seu irmão D. Fernando II reconheceu D. Afonso Henriques como rei de Portugal, a troco do seu reconhecimento como rei de toda a Espanha.

Mais tarde, a 23 de Maio de 1179, o papa Alexandre III conferiu a D. Afonso Henriques o direito de conquistar as terras dos muçulmanos cujos direitos ainda não tivessem sido cedidos a outros príncipes cristãos. Assim, nesta bula (Manifestus Probatum), D. Afonso Henriques é pela primeira vez reconhecido oficialmente como rei pela Santa Sé.

Regência Conjunta com D. Sancho I

Depois disso, a carreira militar de D. Afonso Henriques praticamente terminou, dedicando o restante da sua vida à administração dos territórios. D. Afonso Henriques nomeou o seu filho D. Sancho como Príncipe-Regente e juntos procuraram fixar populações, promover o municipalismo e conceder forais.

Com a ajuda da ordem religiosa dos Cistercienses, conseguiram ainda promover o desenvolvimento da economia que era predominantemente agrária. Além disso, D. Afonso Henriques retribuiu o apoio na reconquista por parte das ordens religiosas militares dos Templários, dos Hospitalários e de Sant’Iago, através de avultadas concessões.

A 6 de Dezembro de 1185, D. Afonso Henriques faleceu, após ter sido governante por mais de 57 anos, sendo sucedido pelo príncipe-regente D. Sancho (D. Sancho I de Portugal). O seu corpo foi sepultado na Igreja de Santa Cruz de Coimbra, permanecendo aí os seus restos mortais até hoje.

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