Guerra Peninsular

Em 1799, Napoleão Bonaparte chegou ao poder em França.

O seu objetivo enquanto governante era retirar da Inglaterra todo o poder e influência conquistados a nível internacional e passá-los para a França.

Um dos aliados mais importantes de Inglaterra era Portugal e, como tal, Espanha aliou-se à França para juntas invadirem Portugal e dividirem o país entre essas duas nações.

Em Agosto de 1807, Napoleão leva para Baiona, em Espanha, as suas tropas, com o objetivo de invadirem Portugal.

Monumento da Guerra Peninsular em Lisboa (Autor: HistoriaDePortugal.info)

Monumento da Guerra Peninsular em Lisboa (Autor: HistoriaDePortugal.info)

Mas antes da invasão, os representantes de França e Espanha fizeram chegar a Portugal algumas reivindicações para que essa invasão não viesse a ocorrer.

Uma das reivindicações era que Portugal deveria juntar-se a esses países no bloqueio continental, fechando os portos portugueses à navegação britânica.

A segunda reivindicação era que Portugal deveria sequestrar todos os bens ingleses que se encontrassem em Portugal e prender todos os ingleses que aí residissem.

Portugal ficou assim numa situação difícil pois se fizesse o que França e Espanha queria, iria quebrar o bom relacionamento que existia com os ingleses desde longa data, mas se não o fizesse seria invadido pelos seus exércitos e dificilmente os conseguiria vencer.

Estando o rei de Portugal a demorar na resposta, Napoleão ordenou que mais tropas entrassem em Espanha e quando existia já lá um contingente de 100 mil soldados franceses, Napoleão aproveitou essa situação, traiu o pacto feito com o rei de Espanha e obrigou tanto a ele como ao seu filho a assinar um documento em que resignavam ao trono em benefício do próprio Napoleão.

1ª Invasão Francesa

Entretanto, a 30 de Outubro de 1807, o governo português fez chegar a Napoleão uma resposta, dizendo que iria cumprir com o Bloqueio Continental. Mas oito dias antes, Portugal tinha assinado numa Convenção secreta com Inglaterra um documento que estabelecia uma manobra a fim de pôr a salvo a família real e o governo português no Brasil.

A 20 de Novembro, os franceses invadem na mesma o território português, atingindo Abrantes a 24 do mesmo mês. A 30 de Novembro, as tropas de Napoleão atingiriam Lisboa. Um dia antes, a Família Real, junto com a corte portuguesa e cerca de 15 mil pessoas, deixaram Portugal debaixo da proteção de embarcações britânicas seguindo para o Brasil.

No caso dos exércitos de Napoleão, tendo feito uma viagem tão grande e no rigor do Inverno, quando chegaram a Lisboa, encontravam-se muito debilitados.

Entretanto, a partir de Maio de 1808, começam a gerar-se tanto em Espanha como em Portugal, uma série de revoltas populares que acabam por expulsar os militares franceses, ficando estes reduzidos (no território português) a uma linha que ia de Peniche a Abrantes e delimitada pelo rio Tejo e pelo Atlântico.

A 24 de Julho de 1808, o general Arthur Wellesley, que mais tarde viria a tornar-se no Duque de Wellington, desembarca no Porto e recebe instruções preciosas sobre a situação militar no território português. Uma semana depois, as tropas britânicas desembarcaram perto da Figueira da Foz.

No dia 10 de Agosto, as tropas inglesas marcharam sobre Leiria onde se juntaram a um contigente português de cerca de 6 mil homens totalizando assim um exército de 20 mil. Na sequência foram travadas as batalhas de Roliça e do Vimeiro que foram vencidas pela aliança Portugal / Reino Unido, o que levou à Convenção de Sintra.

2ª Invasão Francesa

Bem sucedidos que estavam a ser na ajuda a Portugal, os ingleses decidem ir em auxílio das milícias espanholas, visto que o país estava a ser governado pelo irmão de Napoleão, José Bonaparte. Assim, os exércitos ingleses ultrapassam a fronteira a Norte mas, acabam por ser derrotados na Corunha e vêem-se obrigados a retirar, deixando desprotegida a fronteira.

Assim, em Março de 1809, os francese entram em Portugal pela fronteira em Chaves e avançam até à cidade do Porto, fixando a fronteira no Douro.

Em 12 de Maio, as tropas Luso-Britânicas comandadas por Wellesley atravessam o Douro e travam a Batalha do Douro contra os franceses, acabando por vencer reconquistando o território português que durante um curto período de tempo esteve sobre o domínio dos franceses.

3ª Invasão Francesa

Em 1810, sob o comando do Marechal André Masséna, inicia-se a 3ª invasão francesa sobre o território português. Desta vez, os francesas entram em Portugal através de Almeida, no Nordeste Português, e marcham em direção a Lisboa. No entanto, as tropas francesas acabam por ser intercetadas pelas forças portuguesas e inglesas, na Batalha do Buçaco.

Mais tarde, os franceses entram novamente em Portugal, com um contingente maior, e rumam a Lisboa. Mas, prevendo a possibilidade de isso acontecer, Wellesley tinha ordenado a construção defensiva da Linha das Torres e os franceses acabaram mesmo por ser derrotados aí, batendo em retirada no dia 15 de Outubro de 1810.

O Fim da Guerra Peninsular

Depois disso, as forças luso-britânicas foram em ajuda dos espanhóis e no encalço das tropas de Napoleão. Juntas, as tropas das três nações sumaram vitória atrás de vitória, terminando a Guerra Peninsular na Batalha de Toulouse a 10 de Abril de 1814.

Apesar de esta guerra ter como principais interessados os ingleses e os franceses, a verdade é que os mais prejudicados com esta situação foram Portugal e Espanha, os países onde se desenrolaram quase todas as batalhas.

Devido à Guerra Penínsular, Portugal e Espanha viram a grande maioria dos países da América latina declararem a sua independência, perdendo assim aquelas que eram até então as fontes de riqueza desses dois países.

Por outro lado, quem saiu melhor desta história foi Inglaterra que reforçou a sua posição de potência mundial, ao derrotar a França, posição essa que manteve até ao início da I Guerra Mundial.

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