Luísa Francisca de Gusmão

Luísa Francisca de Gusmão, nascida em 13 de Outubro de 1613, fruto do casamento entre João Manuel Peres de Gusmão, 8º duque de Medina-Sidónia, e de Joana Lourença Gomes de Sandoval e Lacerda, os dois nobres mais poderosos da Andaluzia, era espanhola de nascimento mas veio revelar-se uma monarca bastante ciosa dos interesses portugueses.

História de Luísa Francisca de Gusmão

Em 1621, aquando da subida ao trono do Rei Filipe IV, a incorporação de Portugal na coroa espanhola avançava a passos largos.

Dois dos três objectivos definidos inicialmente já tinham sido alcançados: a união dos dois países através da monarquia dualista jurada em Tomar e a anexação territorial operada durante o reinado de Filipe III.

Faltava um terceiro e importante ponto: confundir os vassalos de ambos os países com uma política de casamentos e uniões entre nobres de ambos os lados da fronteira.

Daí não é de estranhar o facto de que o possível casamento entre Luísa de Gusmão e o Duque de Bragança tenha sido encarado como uma oportunidade única para unir duas das casas ducais mais importantes de Espanha e de Portugal e, dessa forma, refrear as tentativas de rebelião portuguesas contra a dinastia Filipina.

No entanto, estariam todos bastante longe de imaginar que Luísa Francisca de Gusmão não só não apoiaria a política de anexação de Portugal como chegaria mesmo a incitar o seu marido no seu afã revoltoso contra o domínio espanhol e a aceitar a coroa que lhe fora oferecida com o intuito de restaurar a independência.

O Duque aceita e em 15 de Dezembro de 1640 é aclamado como D. João IV, Rei de Portugal e Luísa Francisca de Gusmão como Rainha.

Não foram poucas as vezes que a Rainha desempenhou um papel activo na governação do reino, sobretudo quando o marido se deslocava à fronteira no Alentejo afim de repelir as constantes tentativas de invasão militar por parte dos espanhóis.

Luísa Francisca de Gusmão Assume a Regência do Reino

Luísa Francisca de Gusmão

Luísa Francisca de Gusmão

Após a morte do marido, em 1656, D. Luísa assume, por vontade testamental de D. João IV, a regência do reino em nome do seu filho Afonso VI que foi aclamado rei com apenas 13 anos de idade e que não estava preparado para governar.

Seria a sua relação com o filho que marcaria o resto da vida de D. Luísa de Gusmão.

A Rainha era da opinião de que Afonso não estava nem estaria nunca preparado para governar o país, sobretudo numa época de constante assédio castelhano.

No entanto, Afonso VI e os seus homens de confiança eram de opinião contrária e esperavam apenas a desculpa perfeita para reclamar o poder.

Afonso, sob a orientação de D. Luís de Vasconcelos e Sousa, 3.º conde de Castelo Melhor, avança e reclama o poder por maioridade.

Luísa Francisca de Gusmão, regente em exercício ainda resiste e tenta passar o poder para o seu outro filho D. Pedro, mas acaba por claudicar e é afastada do poder e enviada para um convento.

Sempre tratado com respeito e veneração pelo seu filho Afonso VI e por todos os que o rodeavam, Luísa Francisca de Gusmão era vista, no entanto, como um perigo e uma potencial ameaça para o poder instituído, pelo que foi sempre vigiada e mantida à margem da vida política nacional.

Luísa Francisca de Gusmão faleceu em 6 de Novembro de 1666 em Lisboa. Actualmente os seus restos mortais jazem no Panteão dos Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, para onde foram trasladados desde Xabregas.

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