Nuno Álvares Pereira

Nuno Álvares Pereira nasceu no Paço de Bomjardim ou Flor da Rosa em 1360 e faleceu em Lisboa em 1431.

Biografia de Nuno Álvares Pereira

Também conhecido como o Santo Condestável, Beato Nuno de Santa Maria ou São Nuno de Santa Maria, ou simplesmente Nun´Álvares.

Nuno Álvares Pereira foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 2009 e sua comemoração religiosa é o dia 6 de novembro.

Nuno Álvares Pereira foi um dos filhos naturais de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem do Hospital de São João de Jerusalém e D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Um ano depois de seu nascimento foi legitimado por ordem real com o objetivo de receber a educação cavalheiresca própria de seus antepassados de origem fidalga.

Tendo só treze anos entrou para a corte do Rei D. Fernando de Portugal e é nomeado escudeiro da Rainha D. Leonor Teles.  Posteriormente foi feito cavaleiro com uma armadura emprestada por D. João, o Mestre de Avis.  Aos dezesseis anos seu padre o obriga a efetuar o casamento com uma jovem viúva chamada D. Leonor de Alvim.

Nuno Alvares Pereira (Autor: Imagem em domínio público)

Dessa união nasceram três filhos, más só uma sobreviveu Beatriz, que posteriormente desposaria o filho do Rei D. João I, D. Afonso, primeiro Duque de Bragança dando origem à Casa de Bragança.

Atuação Como Condestável

Após da morte do Rei de Portugal D. Fernando em 1383 a sucessão da Coroa ficava nas mãos do seu genro o Rei João I de Castela, casado com sua filha D. Beatriz. Para não perder a independência para os castelhanos, o meio irmão do Rei, D. João Mestre de Avis decidiu tomar disputa pelo Reino Português.

Logo de uma reunião de conselho na Corte, D. João nomeou a Nuno Álvares Conde de Ourém e Condestável do Reino, isto é, Comandante Supremo do Exército, cargo criado por D. Fernando que, pela sua vez é reconhecido como Rei de Portugal.

A reação do Rei de Castela foi a invasão de Portugal pela Beira Alta, mas o rápido controlo da situação por parte de Nuno Álvares Pereira não permitiu o avanço das tropas castelhanas em território português.

A resolução do conflito se deu durante a Batalha de Aljubarrota em 1385 onde as tropas lusitanas obtiveram a vitória sobre a armada castelhana o que levou à consolidação da independência portuguesa.

Pelos serviços emprestados à Corte Portuguesa, D. Nunes Álvares Pereira é nomeado Conde de Arraiolos e Barcelos.  Contudo, não descuidou as fronteiras com Castela para prever possíveis novos ataques.

Vida Religiosa de Nuno Álvares Pereira

Embora sempre reconhecidas suas qualidades espirituais pelas que mandou construir igrejas e mosteiros como a Igreja de Santa Maria da Vitória, na Batalha, sua vida religiosa começa verdadeiramente após a morte de sua esposa. Para estes fins ingressa na Ordem do Carmo em 1423, instituição religiosa fundada por ele em 1389 e toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria, permanece nesta ordem até sua morte em 1431.

A partir desse momento, o povo reconhecendo o seu valor passou a nomeá-lo de Santo Condestável, nome que seria utilizado até sua beatificação em 1918 pelo Papa Bento XV através do Decreto Clementissimus Deus.  A posterior canonização foi ordenada pelo Papa Bento XVI onde o Beato Nuno passaria a ser chamado de Santo.

A figura de Nuno Álvares Pereira tem sido objeto de diversas homenagens ao longo da história portuguesa.  Uma delas é seu nome em múltiplas referências que fiz Camões em Os Lusíadas em sentido literal ou alegórico. Igualmente tem pelo menos quatro esculturas ou estátuas em diferentes povoações de Portugal, no Arco da Rua Augusta em Lisboa, outra no Castelo de Ourém, outra em Flor da Rosa e outra equestre no Mosteiro da Batalha.

Seu sepulcro original foi destruído no terremoto de 1755 e suas relíquias foram trasladadas várias vezes da Igreja do Carmo. Finalmente, em 1953 foi fundada a Igreja do Santo Condestável em Campo de Ourique em Lisboa, local onde atualmente descansam os seus restos.

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