Terramoto de 1755

O Grande Sismo de Lisboa, também conhecido como o Terramoto de 1755, foi um grande movimento telúrico que atingiu a cidade de Lisboa o dia 1º de novembro de 1755 entre as 9:30 e 9:40 horas da manhã, destruindo-a quase por completo.

O abalo também foi sentido em boa parte da península ibérica, no sul de Espanha e França, no Algarve e até em Marrocos, na África.

Este terramoto foi logo seguido de um maremoto e de múltiplos incêndios, devastações que ajudaram conjuntamente com a destruição da cidade e aumentaram o número de mortos, calculado em cerca de sessenta mil pessoas.

O dia 1º de novembro está consagrado para a celebração religiosa de Todos os Santos.

Neste dia sábado aconteceu o terramoto no momento em que muitas pessoas estavam nas igrejas  assistindo à missa.

Epicentro do Terramoto de 1755

O terramoto não tem epicentro estabelecido com precisão.  Contudo, os sismólogos afirmam que o epicentro estava localizado no mar, próximo do Banco de Gorringe entre 150 e 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa.

A magnitude do terramoto atingiu os nove pontos da Escala de Richter.  Segundo as testemunhas registradas, o sismo apresentou três fases com uma duração total de cerca de nove minutos. Na primeira fase houve uma intensidade média, pouco violenta, de um minuto e meio de duração.  Com um intervalo de um minuto, a segunda fase dura cerca de dois minutos e meio e teve uma intensidade mais intensa que provocou danos de consideração.

O Grande Sismo de Lisboa, também conhecido como o Terramoto de 1755, foi um grande movimento telúrico que atingiu a cidade de Lisboa o dia 1º de novembro de 1755 entre as 9:30 e 9:40 horas da manhã, destruindo-a quase por completo (Autor: Imagem em domínio público)

O Grande Sismo de Lisboa, também conhecido como o Terramoto de 1755, foi um grande movimento telúrico que atingiu a cidade de Lisboa o dia 1º de novembro de 1755 entre as 9:30 e 9:40 horas da manhã, destruindo-a quase por completo (Autor: Imagem em domínio público)

Por último, com um intervalo de um minuto, apresenta-se a fase de maior veemência com uma duração de três minutos e que provocou os danos de maior magnitude.  Durante estes nove minutos, um rumor subterrâneo foi ouvido sem interrupção e os vapores tóxicos que provinham das fendas na terra ocasionaram o levantamento de poeira e de gases sulfúricos exalados pela terra, tornaram o ambiente irrespirável e o céu escurecido.

Houve mais duas réplicas do sismo, com um intervalo de ao redor de quinze minutos onde o movimento foi mais violento, mas menos prolongado e outra às duas horas que já era de menor vigor.  Estima-se que o tremor destruiu ou danificou vinte e três mil construções, arruinando o 85% aproximadamente da cidade sobretudo na Baixa, incluindo as igrejas, os conventos e mosteiros, palácios e hospitais de Lisboa.

Maremoto Depois do Terramoto de 1755

Coincidindo com a primeira réplica ás dez horas da manhã a força do tremor gerou as vagas de um tsunami que contribui em grande medida com os alcances destrutivos do terramoto.

Segundo o relato do Padre Manuel Portal, os sobreviventes do sismo procuraram refúgio na zona portuária para aos poucos, perecerem com as ondas do maremoto, de pelo menos quinze metros de altura, que fizeram submergir completamente o porto e o centro da cidade, chegando as aguas até o Campo de Ourique.

Tão forte foi a onda destruidora do maremoto que suas ondas de choque afetaram o Oceano Atlântico, do oeste da Europa até América do Norte e o Caribe até a costa do Brasil.  Só no domingo a maré retornou á normalidade.

Fogo Causado Pelo Terramoto de 1755

Para completar a cena de arrasamento provocada pelo terramoto e o maremoto sucessivos, os incêndios eclodiram pela cidade durando vários dias e arruinando o pouco que ficava em pé.

Várias das construções que sofreram danos menores com o terramoto e o tsunami foram destruídas pelos fogos das velas e lareiras acesas pela festividade religiosa, mas também pela ação dos saqueadores.

Marquês de Pombal e o Terramoto de 1755

No cargo de Secretário de Estado, o Marquês assumiu com pragmatismo o desastre e ordenou ao exército a imediata reconstrução da cidade, deixando Lisboa sem escombros ao ano da tragédia.  A maior parte dos monumentos foi restaurada.

O grau de devastação da cidade, antigamente com traçado medieval, deu a oportunidade para empreender o desenho atual das ruas da capital, transformando-a em uma cidade moderna e com menor vulnerabilidade aos terramotos, através do uso na construção de materiais resistentes ao fogo e aos sismos.

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Publicado em História de Portugal

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